Menino da Porteira

Sérgio Reis

Неопределенный Блюзовая Для начинающих
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Introdução
-6 -6 -6 6 5 5 5 -5 6 -5 5 -4 4 (2x) 

5 5 5 5 5 -4 5 5 -5 -5 6 6 5 5 -4 -4 
Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino 

-4 -4 -4 -4 -4 4 -4 -4 5 5 -5 -6 -6 6 6 6 
De longe eu avistava a figura de um menino 

5 5 5 5 5 -4 5 5 -5 -5 6 6 5 5 -4 -4 
Que corria abrir a porteira e logo vinha me pedindo 

-4 -4 -4 -4 -4 4 -4 -4 -3 -3 4 4 -3 -3 3 3 
Toca o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo 

4 4 4 4 4 -3 4 4 -3 4 5 5 -4 -4 -4 -4 
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando 

-4 -4 -4 -4 -4 4 -4 -4 5 5 -5 -6 -6 6 6 6 
Eu jogava uma moeda e ele saía pulando 

5 5 5 5 5 -4 5 5 -5 -5 6 6 5 5 -4 -4 
Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando 

-4 -4 -4 -4 -4 4 -4 -4 -3 -3 4 4 -3 -3 3 3 
Pr’aquele sertão afora, meu berrante ia tocando 

-6 -6 -6 6 5 5 5 -5 6 -5 5 -4 4 (2x) 

Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei,
mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada o menino não avistei.

Apeei do meu cavalo e no ranchinho a beira chão
Ví uma mulher chorando, quis saber qual a razão
- Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração!

Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
quando passo na porteira até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem.

A cruzinha no estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, e eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais. (2x)

Добавил: ?, 2011.11.05

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